Linux – Usando o forcefsck

O Linux possui um utilitário muito usado por muitos SysAdmin’s, principalmente nos momentos de incidentes.

O comando fsck, uma excelente ferramenta criada por Theodore Ts’o, que o foco é checar e reparar sistemas de arquivos “sujos” no Linux.

Quando o disco rígido começa a dar problemas, ou aquele sistema embarcado que usa um SD-Card ou microSD começa a inutilizar os blocos da flash por não usar algumas técnicas como de poupar IO’s nela, ou aquele servidor da empresa que sofreu 3 reboots consecutivos por falha na energia e do no-break.

Bom, em todos esses casos o fsck será útil. Porém, existem casos em que o Linux esta com o sistema de arquivos “sujo” ou já danificado e continua em operação (é Linux né :)), mas você sabe que o sistema de arquivos ou o disco rígido/memoria flash esta com problemas porque vê algo assim nos logs.

 

 

Entre outros erros, onde devido a gravidade dos erros o sistema irá remontar o / como read-only para diminuir o desastre.

Você pode reiniciar o Linux, e possivelmente irá realizar o fsck, mas, poderá parar em uma etapa aguardando um ‘y’ para realizar um reparo, e se você não estiver no mesmo local do servidor, equipamento ou que seja? E se estiver em outro estado?

Ae podemos usar o forcefsck, não é nenhum programa adicional, mas uma forma de dizermos ao Linux que o sistema esta sujo e que deve passar o fsck, simplesmente criando um arquivo chamado forcefsck na raiz /.

 

 

Após criar o arquivo, pode reiniciar o Linux com o comando reboot por exemplo e aguardar a volta do sistema, que irá verificar todas as partições.

Caso queira saber como tudo ocorre e o Linux faz isso, na maioria das distribuições você pode ver isso visualizar o arquivo /etc/init/mountall.conf.

 

 

Diria que é simples e auto-explicativo, principalmente após a linha 28 até 43, onde após verificar a existência do arquivo e alguns parâmetros, irá executar o utilitário e no final o forcefsck é removido.

Um detalhe importante a dar atenção é uma opção localizada em /etc/default/rcS, chamada FSCKFIX, onde esta opção deve ser configurada para ‘yes’ caso não esteja próximo ao equipamento, e tentamos deixar para que o próprio utilitário tente realizar os possíveis reparos.

 

 

Uma dica simples, mas que em casos extremos pode ser uma grande carta na manga, e por experiência própria, já me ajudou e muito.

Outra forma de reiniciar o sistema e pedir para que no boot faça a checagem é com o comando shutdown.

 

Porém, não sei se funciona em todas distribuições a opção F (Force fsck), a opção r é para reboot e também podemos usar f para não realizar fsck no boot.

Dependendo da gravidade e o problema no sistema de arquivos a substituição do dispositivo de armazenamento é necessária, o fsck pode ser apenas uma medida paliativa ou para se ganhar tempo!

Espero que tenham gostado e até a próxima!

 

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